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sábado, 15 de novembro de 2014

Minha Umbanda Querida

Bom dia, meus irmãos!

Estava com esse texto pronto só aguardando esse dia tão especial para compartilhar em forma de homenagem, hoje, 15 de Novembro comemora-se o Dia Nacional da Umbanda, em referência ao advento de Zélio Fernandino de Moraes e o primeiro templo de Umbanda fundado oficialmente, a Tenda Nossa Senhora da Piedade que existe até os dias atuais, a minha gratidão a Pai Zélio, ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, e tantos outros que tornaram e tornam a Umbanda viva até hoje, em especial, Deus e os Divinos Orixás, toda a linha de Umbanda!
Rodei e rodei até chegar aqui, muito eu aprendi, pouco perto do que ainda vou aprender, e hoje, com todas as práticas espirituais e doutrinas que fazem parte da minha história e do meu dia-a-dia, a Umbanda tem o meu total respeito. E hoje eu digo que sim, eu sou filha de Umbanda e não me envergonho da minha fé!

Esse texto é apenas uma reflexão de como a Umbanda tem agido na minha vida, e eu dedico a "Minha Casa", aos meus Pais de Santo e a todos os meus irmãos, a minha gratidão por tudo o que aprendo com vocês!


(Festa de Cosme e Damião em 2014, nesse momento estávamos cantando o Hino da Umbanda.)

"Ao contrário do que muita gente pensa da Umbanda, que as pessoas a procuram só para benefício material, eu vou dizer o que a Umbanda fez com a minha vida:

A Umbanda não me enriqueceu e não me deu um emprego melhor;
A Umbanda não me trouxe a pessoa amada em sete dias;
A Umbanda não me trouxe status social;
E nem fez com que meus "inimigos" (entre aspas, pois não acredito na ideia de "inimigos") ficassem pobres, doentes ou sofrendo;
E também não fez com que eles passassem a gostar de mim e viessem pedir desculpas.

Na verdade, a Umbanda me tirou de empregos onde eu não era feliz, e me deu forças e confiança pra lutar por um negócio em que eu acredito e que preenche verdadeiramente o meu coração;
A Umbanda me ensinou o valor da caridade, e que mais vale o doar do que o que você acumula só para si;
A Umbanda não me trouxe um companheiro, mas me afastou das pessoas que não eram verdadeiras, que não tinham boas intenções, e me ensinou não só a me valorizar, mas a nunca perder a esperança no Amor;
A Umbanda me ensinou que eu devo perdoar os que me prejudicam, mas jamais desejar o seu mal, e orar por eles, e quando for necessário, apenas me afastar;
A Umbanda não fez com que as pessoas que não me compreendem ou não gostam de mim passassem a gostar e a me aceitar, mas tem me ensinado a ter paciência com o caminho e a consciência de cada um, e em compensação me aproximou outros (espíritos de Luz encarnados e desencarnados), esses sim, me compreendem, me aceitam, me ajudam nesse aprendizado todo e também "puxam a minha orelha" quando eu vacilo, porque amar também é cuidar."

Umbanda é Amor!
Gratidão, minha Umbanda!_/|\_

Gratidão meu Pai Vladmir e minha Mãe Marli!
(Vocês são exemplos de espíritos de Luz encarnados!)

Axé pra todo mundo, Salve a Sagrada Umbanda!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A Importância do Caminho Espiritual

Boa tarde, meus irmãos!

Espero que todos se encontrem bem e na Paz Divina! :)

Hoje gostaria de expôr uma reflexão minha que demorei para esclarecer e precisei dar muitas voltas para chegar a uma conclusão, e uma bela noite, andando na rua de casa com meu namorado, voltando de uma gira de esquerda no Templo de Umbanda do qual sou filha, me veio de repente, e sutilmente o insight, como uma iluminação enquanto conversávamos. Sabe quando você vai falando e falando e quando percebe "espera? o que eu disse?" e fica surpresa com a sabedoria recebida? Foi o que me aconteceu naquele dia, e só tenho a agradecer a seja lá quem for que me inspirou naquele momento, por isso, compartilho com vocês um assunto muito importante para conhecimento de TODOS, especialmente aqueles que comungam com as Sagradas Medicinas.

Como sempre, bons estudos! Aho!



A IMPORTÂNCIA DO CAMINHO ESPIRITUAL


"Por aí as pessoas tomam Ayahuasca a torto e a direito, aqui não, aqui existe um CAMINHO."
Esta foi uma frase que escutei em um local aonde eu já consagrei a Sagrada Bebida algumas vezes, mas que só agora eu passei a entender, só agora fez sentido.
Precisei estar afastada dos trabalhos com Ayahuasca por um mês, enquanto refletia e me firmava no meu desenvolvimento mediúnico na Umbanda para entender o quanto é importante seguir um Caminho Espiritual.
Fato é que na maioria das casas que trabalham com as Sagradas Medicinas não existe um caminho, inclusive na doutrina do Santo Daime, o único caminho que possamos considerar aqui seria o fardamento, que é para trabalhar na Igreja, mas e quanto às demais pessoas, elas também não precisam de um caminho?
Não posso generalizar pois não tenho como conhecer cada casa tendo em vista a infinidade de locais que existem só no Brasil atualmente, mas é o que tenho visto na maioria dos lugares onde estive e que ouvi falar.
Pensando apenas na consagração da Ayahuasca, o que ocorre nos rituais? Fazemos limpeza física e energética e temos revelações que nos levam a uma elevação espiritual, certo?
Mas o que acontece quando nos afastamos dos rituais? Até que ponto conseguimos levar estas sabedorias e esse despertar para nossa vida permanentemente? Não duvido que hajam pessoas capazes de se iluminarem a ponto de não precisarem mais consagrar, e também não duvido que hajam coisas que aprendemos nos rituais que realmente ficam para sempre em nossa vida, mas de uma forma geral, são poucos os verdadeiramente "iluminados" e não são todos os aprendizados que conseguimos aplicar diariamente, somos humanos... E mesmo que consigamos, sempre haverá um novo aprendizado a ser recebido.
Então o que acontece na maioria das vezes é que vamos a um ritual e ficamos muito bem emocional, físico e espiritualmente, passa uma semana, duas, um mês, cada um tem seu tempo, mas cedo ou tarde começaremos a nos sentir mal novamente, são as vicissitudes da vida, normal, mas quem já provou do néctar de estar em Paz não deseja mais sentir-se mal, nós queremos aquela Paz pós-ritual, aí vamos em um outro ritual, e assim sucessivamente, porque o mal não cessa, o mal é necessário para a própria manutenção do bem e o mal não deixa de existir nem em você e nem no mundo, então você sempre ficará triste ou bravo em algum momento.
E nisso entra a importância do caminho, se eu vou a um ritual consagrar Ayahuasca sempre que me sinto mal, acabo me tornando dependente, o que não é correto, visto que as Sagradas Medicinas são ALIADOS e não MULETAS, e não é a toa que os índios chamam as Sagradas Plantas de Mestras, Professoras e Aliadas. 
Na maioria das casas a cada ritual existe um tema, temas estes que não seguem uma ordem de ESTUDO dos participantes propriamente, ou seja, não há uma continuidade, algo que os faça desejar retornar no local, então você vai quando sente que precisa ir, ou alguns resolvem ir em todos os rituais e se "firmar" naquela casa. Mas o que realmente acontece é que você precisa ir ao ritual para se sentir bem: dependência velada.
Não existem lugares perfeitos, e até mesmo esse local aonde ouvi esta frase que iniciou meu texto tem seus problemas, mas aprendi coisas boas com eles, e uma delas é "você não pode depender da Ayahuasca para fazer um trabalho", esse lugar definitivamente não era o MEU lugar, mas hoje entendo o propósito pelo qual precisei passar por lá, o aprendizado que eu precisava levar de lá, que é o que estou tentando explicar aqui.
Somos todos médiuns, uns em maior grau, outros em menor grau (uma vez que médium nada mais é que aquele que faz o "intermédio" entre espiritual e material), estamos todos no planeta Terra, chamado pelos espíritas de planeta de "Provas e Expiações", entendam, tornar-se alguém melhor, fazer o bem ao próximo e ao planeta é nossa MISSÃO, missão de todos os encarnados na Terra, há quem diga "o sacerdócio não é para mim", mas isso não significa que você não tenha uma missão de trazer Luz para a Terra, talvez você tenha apenas que ser alguém que vai ajudar pessoas, mas ainda assim, é uma missão, e querendo ou não, está atrelada à espiritualidade, pois nossas missões são resultados de Karmas.
O que quero dizer é que, todos precisamos seguir um caminho espiritual, para nosso próprio bem estar e evolução, ainda que seja sozinho, mas principalmente aqueles que participam de trabalhos com as Sagradas Medicinas, se a casa que você frequenta não oferece um caminho nada impede que você vá a outros lugares em paralelo, o estudo é importante, até no astral sabe-se que os espíritos fazem cursos para se aperfeiçoarem, porque aqui na terceira dimensão haveria de ser diferente? O transe não vai te dar um estudo, ele vai te dar as intuições e revelações certas para que você faça isso por si mesmo, não adianta ir ao ritual achando que ele vai resolver a sua vida enquanto você fica estático, se fosse assim todos estariam tomando Ayahuasca agora.
Em paralelo aos trabalhos com as Sagradas Medicinas eu escolhi a Umbanda, você pode se afinizar com o Hare Krishna (eu também gosto muito e frequento eventualmente), com o Budismo, mas não necessariamente você precisa estar inserido em uma doutrina religiosa, isso foi o que eu escolhi, pois é o MEU caminho, mas no mínimo você precisa praticar meditação e fazer estudo sobre espiritualidade, até mesmo pela compreensão das coisas que ocorrem com você durante um ritual, e não basta, você precisa fazer algo pelo bem, não viemos para acumular riquezas, diplomas e fama, mas para aprender e auxiliar.
E se você fica preso nesse ciclo de comungar com as medicinas sem um caminho, você irá passar o resto de sua vida sofrendo em limpezas (diga-se, peia) para poder sentir-se bem por um período, o que não deixa de ser uma dependência psicológica, as Sagradas Medicinas são muito mais do que isso, não deixem que elas tornem-se "válvulas de escape", mas usem-nas com sabedoria, de forma que elas sejam impulsionadoras da sua evolução através do trabalho espiritual diário.