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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sonho na Represa da Cantareira - Ensinamentos da Natureza

Boa tarde, meus irmãos! 

Essa noite tive um sonho em que eu estava nadando na represa da Cantareira, e recebi um ensinamento tão lindo que achei justo e por bem compartilhar, que fique claro que não tenho intenção de isentar culpados ou julgar as razões do porque estamos ficando sem água, mas o ensinamento é válido, em relação a esse assunto e sobre a nossa vida em geral, observemos como agimos com egoísmo sempre querendo as coisas do nosso jeito, na hora que a gente quer, sempre de forma a que nos beneficie sem pensar no todo. 


Imagem para pensar na Cantareira como ela costumava ser.


SONHO NA REPRESA DA CANTAREIRA
Ensinamentos da Natureza

Estava eu nadando no meio da represa da Cantareira, algumas pessoas em pedras olhando pra represa e outras nadando também... Então eu vi que a água estava muito baixa e pedi por chuva, no mesmo instante o céu fechou, o tempo ficou feio e começou uma tempestade, aí pensei "agora não vai dar pra eu aproveitar aqui com esse tempo" e pedi por sol, no mesmo momento saiu um Sol alaranjado e grande e um calor bem forte e a represa começou a secar e suas águas ficaram vermelhas, tentei pedir depois "não tão sol", e as águas aumentaram e ficou um tempo esquisito, com o solzão alaranjado e um vento frio, as águas ainda estavam vermelhas, entristeci, nadei até as pedras e fiquei em pé olhando para o céu, a represa, as árvores em volta, e uma voz de mulher começou a falar na minha cabeça algo assim "a natureza está em desequilíbrio porque vocês não sabem pedir as coisas direito", eu via vagamente no meu mental uma imagem fraca de seu rosto, cabeça baixa, traços finos, pele branca e manto branco na cabeça, como um arquétipo da Mãe Divina, nesse momento eu olhava pra represa e pedia que fizesse sol e fizesse chuva conforme fosse o necessário, mas dessa vez não notei mudança nenhuma em nada a minha volta, e através de mensagens mentais vindas dessa Mãe Divina entendi que as coisas não acontecem na hora que a gente quer, que a natureza tem seu próprio tempo e é isso que mantém o equilíbrio de tudo, e que abusamos tanto dela a manipulando conforme nossas próprias necessidades, que agora que "aprendemos a lição" só nos resta fazer do jeito certo daqui pra frente e aguardar o seu tempo.

Obs.: Veja que não consigo dizer com exatidão as palavras vindas dessa Mãe Divina, era uma conexão mental bem subjetiva e complexa, onde nem tudo era entendido com palavras, mas tento traduzir dessa forma para que vocês compreendam.


Exemplo do fenômeno "maré vermelha" na Austrália. 

Pesquisei a respeito do fenômeno das águas vermelhas, chamado de "maré vermelha" embora possa acontecer em águas doces e salgadas. Ocorre devido a um acidente ecológico onde uma espécie de mini-planctons durante sua reprodução sexuada "lançam nas águas enorme quantidade de zoósporos que possuem toxinas que são facilmente absorvidas pelos outros seres vivos, provocando o envenenamento das águas e ameaçando a sobrevivência de várias espécies."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%A9_vermelha

Ademais, li também por aí que sonhar com águas vermelhas pode significar "boas novas", mas sem se ater a esses significados generalistas, pensemos sobre o ensinamento do sonho como um todo.

Vibremos cura para a Mãe Terra! 

Aho! _/|\_

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ponto das Caboclas

Boa tarde, Guerreiros!

Venho hoje compartilhar essa canção lindíssima e poesia em defesa da cultura indígena e homenageando nossas Guardiãs Ancestrais, as Caboclas!

Okê Caboclo!




"Salve as Caboclas da Mata, salve Iracema, salve Jurema!
Salve as Caboclas da Mata, Iara, Jussara, Jupira e Jandira!
Okê, Okê, Okê Caboclo!

Salve a Mata!

Salve a Mata! 
A Mata que com seu manto de verdes me ata
Precisamos do chão, desimpermeabilizado
Respira, resiste tudo, porque em mim é mato
Cresce o mato como um mito coletivo
Querendo alastrar-se, ganhar terreno
Em cada vida asfaltada
Em cada calçada esquecida da cor da água
Nos córregos emparedados da cidade
Pulsa uma saudade de uma paisagem mais justa
Onde todos tenham pé nu, num chão nu
E faça esse caminho
Saudade da sombra da árvore
E do entendimento de que nós somos parte desse manto
Mato, saudade é mato, cresce em qualquer lugar
E que se proteja o que nos dá força
E nos finca firme de novo no que somos
Nós somos o quê?
Caboclo!
Nós somos o quê?
Caboclo!
Eu sou mais um guardando a aldeia Maracanã!
Nós somos o quê?
Caboclo!
Okê Caboclo!

Mamãe Amazônia da fauna e da flora sagrada
Tupinambá, Tapajó, Kaiapó, Guarani
Asurini, Parakanã, aldeia Maracanã

Para parar Belo Monte."

(Canção de Camila Costa e Poesia de Pedro Rocha)



*Okê Caboclo - Saudação aos Caboclos na Umbanda.